quarta-feira, 1 de maio de 2019

O Segredo da Felicidade



Todos procuramos a felicidade. Duma maneira ou de outra todo o Ser Humano deseja ser feliz. 

Uns são felizes com um telemóvel XPTO. Um carro maior para mostrar aos vizinhos. Um namorado bonito. Uma viagem àquele país de sonho. Outros seriam felizes se tivessem mais tempo para si. Se pudessem praticar mais desporto. Se pudessem ler mais...
As formas de felicidade vêem em diferentes formas e feitios, mas essa necessidade de felicidade é uma demanda, como se do Santo Graal se tratasse.

Mas o que nos impede de ser felizes?
Alguma vez se colocou essa questão? Porque não pode ser feliz agora?

Normalmente, as respostas são:
" Há algo que tem de acontecer na minha vida para eu me poder sentir em paz (feliz/ realizado), e sofro por isso ainda não ter acontecido. Talvez o meu sofrimento faça com que isso aconteça." ou

" Aconteceu algo no meu passado que não devia de ter acontecido, e eu sofro por causa disso. Se isso não tivesse acontecido, sentir-me-ia agira em paz (feliz/ realizado)."

" Está a acontecer algo agora que não devia de estar a acontecer, e é isso que me impede de me sentir em paz ( feliz/ realizado), neste momento."

"Tu devias fazer isto ou aquilo para eu me sentir em paz. E sofro por ainda não o teres feito."

Em todos os casos existe uma premissa subjacente, a premissa de que falta algo, a premissa de que cada um de nós está incompleto. No entanto, isto é falso.

Este tipo de afirmação só surge porque as pessoas não vivem no PRESENTE, no Aqui e Agora. E então, alimentando estas afirmações e pensamentos a pessoas criam uma realidade mental da sua Vida. E esta é a grande manobra do EGO. O Ego afirma: Talvez algures no futuro eu me possa sentir em Paz, se isto ou aquilo acontecer, ou se eu tiver isto ou aquilo, ou se isto se transformar naquilo. O Ego não sabe que a nossa única hipótese de nos sentirmos em paz, felizes, realizados é no momento PRESENTE.

E como é que se pode sentir em paz agora mesmo?
Fazendo as pazes com o momento presente. O momento presente é o campo onde se desenrola o jogo da Vida.
Existem três palavras que transmitem o segredo da arte de viver: UNO COM a VIDA.

Se o fizer vai aperceber-se que não é você que vive a Vida, é a Vida que o vive a si. A vida é a dançarina e você é a dança.

O Ego adora sofrer com a realidade. Através do tédio, da raiva, do nervosismo e daquela insaciabilidade de nunca estar contentado com o que tem, alimenta a infelicidade em cada um de nós.

Para acabar com o sofrimento que atormenta a condição humana há milhares de anos, é preciso você começar por si mesmo e assumir a responsabilidade pelo seu estado de espírito em qualquer momento.
Pergunte-se a si mesmo, agora: " Existe negatividade em mim neste momento." Fique em silêncio, apenas observando os seus pensamentos e emoções. 

Assim que tomar consciência que existem esses pensamentos em si, você foi bem sucedido. Pois acabou de tomar consciência. Tome atenção aos pensamentos que parecem justificar ou explicar essa infelicidade, mas que na realidade, estão na sua origem. Reconheça as emoções e pensamentos como sendo apenas isso, deixe de se identificar e é o fim do sofrimento.

Deixamos de nos identificar com as falsas realidades arquitectadas pelo Ego e vemos tudo à Luz da Presença, a consciência que antecede e que é mais profunda do que qualquer pensamento ou emoção.

A sua noção de identidade, de quem você é, sofre então uma mudança: antes, você era os tais pensamentos, emoções e reacções; agora , você é a consciência. A presença consciente que observa esses estados. Quando essa consciência ocorre apercebemo-nos que existe uma inteligência maior a operar na nossa vida. As emoções e inclusive os pensamentos são despersonalizados através dessa consciência. Deixa de haver uma identidade neles, são apenas pensamentos e emoções humanos. 

Percebemos, então que somos a Luz da Presença, a consciência que antecede e que é mais profunda do que qualquer pensamento ou emoção.

Adaptado de "Um Novo Mundo" de Eckhart Tolle 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Yoga é tudo sobre Coração



Este fim de semana tive uma paciente, praticante de hatha yoga e ashtanga yoga, há alguns anos, que me dizia que ia desistir do yoga porque, para ela, já não era desafiante fisicamente, no entanto sabia que se calhar ia voltar, mas sentia que nesta altura talvez não fosse o que ela precisava, pois o corpo já começava a ressentir-se.
Comentou que a professora é uma pessoa exigente, austera, disciplinada; ela, a aluna também muito exigente, austera, disciplinada e acima de tudo perfecionista.  A professora  e a aluna que se espelham e que exacerbam as suas qualidades.

A Mente comanda, o Corpo - escravo, faz!

Tantos casos destes que vejo no meu dia-a-dia, pessoas com lesões físicas e emocionais, inconscientes do seu corpo e de si, não só no hatha yoga mas em outras áreas da Vida, do Saber e do Sentir. Pessoas com falta de auto-conhecimento, com falta de tempo para se olharem e acima de tudo com falta de Amor.

Amor por Si mesmo. Amor pelo Próximo. Esse Amor que nos ajuda a desenvolver a Compaixão, a não-violência - um dos princípios do yoga, sobre nós mesmos, sobre o nosso corpo, sobre a nossa mente e sobre os outros. Quem nunca forçou o corpo um pouco mais porque queria ir mais longe? Quem nunca se alimentou mal porque não tinha tempo para cozinhar? Quem nunca teve pensamentos depreciativos sobre si mesmo? Tudo isto são violências para connosco e nem enumero as possibilidades de violência para com os outros...

Aprendi com a minha Mestre Maria Dinorah de Freitas, que "Nada tem de ser".

A Vida é feita de dualidades e há que temperar a Austeridade com a Brandura. O Perfecionismo com a Aceitação. A Disciplina com o Caos. O Gostar com o Não-Gostar. 
A Mente com o Coração.
Encontrar o Equilíbrio entre o copo meio cheio e o copo meio vazio é o desafio.

Para mim, Yoga no dia-a-dia é tudo sobre o Coração e pouco ou nada sobre o Corpo ou a Mente. Yoga é apenas aquela entrega total, de corpo, mente e alma, no Aqui e Agora; Sem expectativas. Sem memórias. Amando cada momento em que estamos vivos, verdadeiramente vivos, com a felicidade de aceitar que somos apenas um pequeno grão de areia neste imenso Universo e que sobre Ele, tal como sobre nós pouco sabemos.
Assim, como dizia Hermógenes "Entrego, Confio, Aceito, Agradeço".

Namasté

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Intenções para o Ano Novo



Estamos na última semana do ano e são muitas as pessoas que se preparam para o Ano Novo, compram roupas novas,sapatos, champanhe, passas e aguardam ansiosamente essa noite única em que um ano termina e um novo ano começa.

Algumas vão para a rua festejar, ver os concertos e o fogo de artifício, outras ficam em casa a conviver com os amigos, mas todos abrem a sua garrafa de champanhe como celebração da chegada do novo ano. Esse novo ano em que depositamos as nossas esperanças e que nos vai trazer tudo aquilo que desejamos, tudo aquilo que não concretizamos no ano anterior.
Decidimos e desejamos muitas coisas: ir para o ginásio, perder peso, ser felizes, ter um novo emprego, ir de férias para um sitio paradisíaco, caminhar pela natureza, meditar...

Para a maioria das pessoas, tudo isso são sonhos, apenas desejos vãos que se esvanecem com o passar dos dias e das semanas, e logo damos por nós emaranhados nas rotinas do  dia-a-dia e sem tempo para realizar os nossos desejos, ou simplesmente esquecêmo-nos deles e guardámo-los na gaveta até a próxima passagem de ano em que
tudo vai ser diferente e na qual vamos mesmo conseguir realizá-los, pelo menos é isso que nos dizemos a nós próprios.

Mas este ano vamos fazer diferente, vamos passar em retrospectiva o nosso ano e vamos reflectir e estar gratos pelos desafios que a Vida nos apresentou. É com estes desafios que despertamos a coragem que é necessária para nos alinharmos com a nossa verdadeira Essência.
É uma boa altura para reflectirmos se durante o ano agimos a partir do nosso coração e das nossas intenções, ou se nos deixamos levar pelos sonhos e expectativas dos outros. Se mantivemos as nossas intenções alimentadas pelo fogo do coração ou se nos perdemos do nosso propósito. Ao criarmos intenções estamos a dizer ao Universo que queremos ir por ali - qual o nosso propósito. Lembrem-se que o Universo conspira a nosso favor, trazendo-nos aquilo em que nos focamos.

Onde está o teu pensamento está a tua energia.

 Manter as nossas intenções e o nosso propósito em mente ajuda a mantermo-nos no Caminho.
Uma vida sem propósito pode tornar-se numa Vida vazia, em que um dia passa atrás do outro sem termos uma direcção definida. Ao focarmo-nos no nosso Coração e no que é importante, criamos a clareza e a auto-descoberta necessária para atingir o nosso Dharma.
É aí que a transformação aconteceÉ necessária essa busca incessante pela nossa Essência -  pela alma, para recuperarmos o nosso Eu Interior e encontrarmos essa sensação de profundo contentamento e inspiração, à medida que nos aproximamos, cada vez mais, do nosso verdadeiro Caminho.

Que perguntas podemos fazer?

1. O que me apaixona? O que quero cultivar na minha Vida?

2. O que está a correr bem na minha Vida? 

3. O que não está a correr bem na minha Vida e em que posso mudar?


Agora, vou ajudar-te a criar essa lista de intenções para o novo Ano. 
Vamos precisar de lápis e um bloco de notas ou para os mais tecnológicos uma app de notas.

1. Retira-te para um sítio onde sabes que não vais ser incomodado, o teu Sítio Sagrado.

2. Senta-te e respira fundo por algumas vezes, libertando todo o stress do dia-a-dia, liga-te com o teu Coração e escuta os Desejos do teu Coração.

3. Escreve as tuas Intenções no teu Bloco de Intenções.

4. Compromete-te contigo e diariamente relembra-te e relê as tuas intenções.

5. Mantém-te focado nas tuas intenções, dedicando-lhes todos os dias um pouco da tua atenção e carinho.

6. Inspira-te.
"A felicidade acontece quando o que pensamos, dizemos e fazemos estão em harmonia" Gandhi

Autora: Susana Pimenta
www.susanapimentaterapias.com

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Moksha - o Caminho da Libertação



Liberdade significa a capacidade de agir guiado pela alma, e não compelido por desejos e hábitos. Obedecer ao ego leva à escravidão; obedecer à alma leva a libertação.

Até decidirmos agir, somos livres, mas depois que agimos, o efeito da ação  perseguir-nos-á, quer queiramos quer não. Essa é a lei do karma. Podemos agir com liberdade, mas quando realizamos determinado acto, deveremos colher os frutos desse acto.

A libertação do homem pode ser definitiva e imediata, se ele assim o quiser; não depende de vitórias externas, mas internas.
O caminho que leva à libertação é o caminho do serviço, ajudando os outros. O caminho para a felicidade é o caminho da meditação e da sintonia com Deus. Derrubem as limitações que o ego lhes impõe; livrem-se do egoísmo; libertem-se da consciência do corpo; esqueçam-se de si mesmos; ponham fim a esta cadeia de encarnações; embebam o vosso coração em tudo, sejam unos com toda Criação.

Não sabemos o quão privilegiados somos por ter nascido na forma de um ser humano. Nisso, somos mais abençoados do que qualquer outro ser vivo. O animal não é capaz de meditar e comungar com Deus, mas o ser humano tem a liberdade de procurar o Senhor e não a utiliza.

A alma está presa ao corpo por uma corrente de desejos, tentações, problemas e preocupações, mas está sempre a tentar libertar-se. Se continuarmos a puxar essa corrente que nos prende à consciência mortal, qualquer dia a invisível Mão Divina intervirá, partirá os grilhões e seremos livres.

Poder fazer tudo o que se quer não é o verdadeiro sentido da liberdade de acção. Devemos examinar até que ponto somos livres e até que ponto estamos a ser influenciados pelos desejos e maus hábitos. Ser bom porque isto se tornou um hábito, também não é liberdade. Sentir uma tentação não é pecado, mas ser capaz de resistir e vencer a tentação é força. Isto é liberdade, porque estamos a agir por livre vontade e livre escolha.
Quando através do discernimento e acção correta o homem queima todas as sementes das más tendências acumuladas na mente, cada célula microscópica do cérebro torna-se um trono para um brilhante rei de sabedoria, inspiração e saúde, que canta e proclama a glória de Deus para as células inteligentes do corpo. Os homens que alcançam este estado são realmente livres. Estes seres libertos não serão tocados pelo karma nas futuras encarnações. Quando reencarnam, fazem-no exclusivamente para limpar as lágrimas daqueles que ainda estão presos ao karma. Estes mestres libertos estão aureolados por uma invisível luz curativa. Eles espalham, por onde passam, a luz da prosperidade e da saúde.

Swami Sri Yukteswar disse a Paramahansa Yogananda: “libertação dos desejos não consiste em praticar acções de acordo com os ditames de hábitos pré-natais ou pós-natais, nem de acordo com os caprichos da mente. Ter uma vontade livre é agir de acordo com as sugestões da sabedoria e da livre-escolha. Se sintonizar a sua vontade com a minha (a vontade guiada pela sabedoria do guru), você achará a liberdade.”

Decida que não se deixará afectar pelos problemas, que não será tão sensível, que não será vítima de hábitos e humores. Decida que é livre como um pássaro.

Não poderemos ser livres enquanto não queimarmos as sementes das más acções passadas no fogo da sabedoria e no fogo da meditação.

Fonte: Paramahansa Yogananda

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O que é Hatha Yoga?


“Quem usa yoga apenas como ginástica – o que é muito agradável e eficaz – está comendo a casca da banana e jogando o miolo fora.” Professor Hermógenes.


Muitas vezes perguntam-me se o hatha yoga é uma ginástica e se emagrece. Vou neste artigo tentar esclarecer essa dúvida.

Começo por dizer que o Hatha Yoga é, também, um excelente exercício físico. E sim: quem está acima do peso pode emagrecer se colocar em prática as técnicas e recomendações sugeridas por esse sistema que foi o grande responsável pela popularização do yoga no Ocidente.

Hatha yoga poder ser traduzido como o yoga da força extrema, ou o yoga do sol e da lua, fazendo alusão aos objectivos de equilibrar a polaridade da energia vital e de transcender a identificação com a dualidade.

É uma das frentes de actuação que compõe o que chamamos de yoga como um modo de vida e faz parte do vasto corpo de conhecimentos védicos. Refere-se, sobretudo, às práticas físicas: acções purificadoras, posturas e técnicas respiratórias; em sânscrito: kriyas, asanas e pranayamas, respectivamente.

Actualmente, existem diversos estilos de hatha yoga: Iyengar, Ashtanga Vinyasa, Vinyasa, Vinyoga, Kundalini Yoga etc. Uma infinidade de nomes, mas não se perca neles, todos esses estilos derivam e não deixam de ser hatha yoga. Esses nomes variam de acordo com a maneira de executar as técnicas.
Por exemplo, enquanto no Iyengar yoga se foca mais o alinhamento corporal e a permanência nas posturas, no Ashtanga Vinyasa o foco está na fluidez entre elas dentro de séries fixas. No entanto, esses métodos giram em torno do mesmo propósito: proporcionar o bom funcionamento do corpo-mente, servindo de "escada" para um estado mais claro de compreensão sobre si mesmo.

Tal como referi no início, o hatha yoga não é apenas um exercício físico tal como o concebemos. Além de ter por base um corpo de conhecimento, as técnicas em si possuem uma natureza de actuação peculiar: Através das camadas mais externas e densas do Ser, trabalhamos as mais internas e subtis.
Ou seja, quando usamos os músculos para fazer uma postura, o objectivo principal não é fortalecer ou alongar a musculatura necessária para a sua execução.
No geral as posições do hatha yoga têm outras prioridades, tais como:

aumentar o aporte sanguíneo em determinadas regiões, sobretudo no cérebro;

massajar os órgãos; 

estimular o funcionamento do sistema digestivo e das glândulas endócrinas; 

tonificar o sistema nervoso; 

captar e distribuir o prana de forma equilibrada 

e aquietar a mente.

Naturalmente, por conta de todos esses estímulos, se estivermos acima do peso adequado, vamos emagrecer. Não apenas pela lógica das calorias queimadas, mas por um conjunto de factores que vão do bom funcionamento do sistema digestivo e das glândulas até à conquista de uma mente mais presente e disciplinada, capaz de fazer escolhas, o que resulta, também, numa capacidade maior de manter uma dieta moderada.

É claro que as camadas mais externas do corpo, como os músculos e as articulações, também são beneficiadas com a prática das posturas, porém, mais do que promover a saúde e o bem-estar, esses resultados contribuem para que tenhamos uma base firme e confortável - sthira sukham, para a realização de práticas mais subtis como pranayama e meditação.

Nesta jornada, caminhamos para uma percepção mais profunda sobre o Mundo e sobre nós mesmos, de modo a nos libertarmos de esteriótipos e nos desvencilharmos das possíveis sensações de inadequação e limitação que se apresentam uma após a outra.

Se o seu objectivo actual é emagrecer, ótimo. Mas e depois? A sensação de inadequação provavelmente recairá sobre outro aspecto da sua Vida. O yoga, que a princípio pode ser atractivo para quem deseja solucionar um problema momentâneo, também pode proporcionar uma solução mais consistente e definitiva na vida de cada um. Para isso, basta que se dedique com sinceridade à sua Busca.

Adaptado: https://yogaemcasa.net

domingo, 18 de setembro de 2016

Terapia Sacrocraniana


O que é a terapia sacro craniana?

A TSC é um método terapêutico com ligação de base à osteopatia craniana, cujo objectivo é mobilizar o fluxo do ritmo sacrocraniano a fim de detectar, corrigir e evitar desequilíbrios no sistema sacrocraniano que podem causar disfunções neurológicas, mecânicas e emocionais. É uma terapia manual suave, relaxante e não agressiva.
As técnicas sacrocranianas são benéficas nas mais variadas disfunções do corpo, nomeadamente:
Insónia, stress, ansiedade, depressão, bronquites, sinusites, enxaquecas, vertigens, fadiga crónica, traumas físicos ou emocionais, dores musculares, dores de cabeça, asma e pós operatórios.

Como é praticada?

É através das mãos que o terapeuta percebe onde estão as necessidades de libertação.
Ao "escutar" a informação que recebe através das mãos, em contacto com a pessoa, o terapeuta irá facilitar, ao sistema do paciente, o seu processo natural de libertação. A percepção do ritmo deste sistema inteligente permite detectar tensões e bloqueios a vários níveis que impedem o bem-estar pessoal. A informação recebida pelo terapeuta é reflectida automaticamente nesse mesmo sistema inteligente e é justamente nesta resposta que se encontra a componente terapêutica.

Como funciona?

Os bloqueios e as experiências traumáticas que permanecem registadas nos tecidos são geradores de alguns sintomas desagradáveis (depressões, fobias, enxaquecas, etc) e podem ser responsáveis pelo mau funcionamento dos orgãos, influenciando os vários sistemas vitais do nosso corpo.
O terapeuta SC está preparado para detectar esses bloqueios e tensões e promover o equilíbrio através de suaves ajustamentos. É através do fluxo do líquido céfalo-raquidiano, que corre na espinal-medula, que a libertação se vai dar. Uma vez libertado o líquido, o sistema nervoso central irá relaxar e os restantes sistemas do corpo irão restabelecer-se naturalmente.

Sessão de terapia

O paciente apenas se descalça, mantendo-se vestido e deitado. Durante os cerca de 60 minutos da sessão, as mãos do terapeuta contactam pontos-chave do corpo num toque muito suave, a pessoa poderá sentir calor, experimentar alguns movimentos, pequenos espasmos e outras sensações, à medida que o corpo for libertando as tensões e os bloqueios. Consoante as necessidades de cada um, assim será maior ou menor a reacção à terapia. Consoante a origem da tensão ou bloqueio, assim será a libertação: física e/ou emocional.

Quem pode receber esta terapia?

A TSC é uma terapia excepcionalmente delicada e, no entanto, extremamente poderosa. Por ser tão subtil e não invasiva é ajustada a todas as pessoas, de todas as idades, desde bebés, grávidas, idosos, e a todos os portadores de situações dolorosas, crónicas ou não.

Libertação somato emocional

Trata-se de uma técnica utilizada para libertar o corpo da memória somática e emocional armazenada. Todos experienciamos traumas físicos, acidentes, doenças, choques emocionais. Dessas experiências irão permanecer registos no nosso corpo (memória celular) que, ao longo dos anos, ficam cada vez mais difíceis de libertar, acabando por surgir sintomas: dores físicas, insónias, depressões, etc. 
Emoções que ficam registadas nos tecidos como medo, culpa, ressentimento, solidão e vergonha (entre outras) são prejudiciais e contribuem para que desequilíbrios físicos e emocionais se agravem com o passar do tempo.
Quando esta técnica é aplicada, as experiências do paciente são revividas e é neste processo que a energia retida nos tecidos é libertada.
A pessoa poderá, ou não, entrar em processo de libertação emocional durante uma sessão de terapia sacrocraniana.

Os benefícios das técnicas sacrocranianas são eficazes no tratamento de:
ARTRITES
INSÓNIA
PROBLEMAS DE COLUNA
ANSIEDADE
DEPRESSÃO
BRONQUITES
SINUSITES
ENXAQUECAS
VERTIGENS
FADIGA CRÓNICA
TRAUMAS
DORES MUSCULARES
STRESS
DORES DE CABEÇA
CIÁTICA
PÓS OPERATÓRIOS
ASMA

Nas crianças é muito eficaz em:
HIPERACTIVIDADE
CÓLICAS
PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO E DE APRENDIZAGEM

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Árvore dos Desejos



No conceito Védico indiano, o Paraíso é composto por Árvores dos Desejos. Basta alguém sentar-se debaixo de uma delas e desejar qualquer coisa, que imediatamente o desejo se realizará, sem intervalo de tempo entre o desejo e a realização.

Conta uma velha lenda que, certa vez um homem estava viajando e acidentalmente, sentou-se em baixo de uma dessas Árvores dos Desejos. Sem nada saber sobre isso, e dominado pelo cansaço, o homem adormeceu à sombra da sua frondosa copa. Quando despertou estava com muita fome, e então disse:

 – Estou com tanta fome! Ah, como eu desejaria conseguir alguma comida agora! 

E imediatamente apareceu um prato de comida à sua frente, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida, flutuando no ar.
Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde viera a comida. Começou a comê-la assim que a viu. Somente depois que sua fome foi saciada é que voltou a olhar ao redor. Outro pensamento surgiu em sua mente: 
– Se ao menos eu conseguisse algo para beber…

Imediatamente apareceram excelentes sumos e vinhos. Bebendo e relaxando na brisa fresca, sob a sombra da árvore, o homem começou a pensar:
 – O que está a acontecer? Estou a sonhar ou existem espíritos ao meu redor que estão a fazer truques comigo?

E diversos espíritos apareceram.O homem começou a tremer e novamente um pensamento surgiu em sua mente: 
– Serão esses espíritos perigosos?… 

Logo os espíritos se tornaram nauseantes, ferozes e começaram a fazer gestos ameaçadores para ele.
 – Ai, meu Deus! Agora certamente eles vão me matar!
 E assim aconteceu…

Esta parábola tem apenas um significado: a sua mente é a Árvore dos Desejos, e o que pensa, mais cedo ou mais tarde, há-de se realizar. Às vezes o intervalo entre o pensamento e o acontecimento é tão grande que nos esquecemos completamente que, de alguma maneira, desejamos o ocorrido. Mas, se olharmos profundamente, perceberemos que todos os nossos pensamentos, desejos, medos e receios estão a criar as nossas vidas. Eles criam nosso inferno ou nosso paraíso, criam nosso tormento ou nossa alegria.

Todos nós temos mentes “mágicas” capazes de manifestar externamente nossos desejos e pensamentos. Estamos fiando a trama de nossas vidas, tecendo o mundo dentro e fora de nós, sem ao menos termos consciência disso. Sua vida está em suas mãos. Pode escolher transformá-la num inferno ou num paraíso. A responsabilidade é toda sua. Isso depende somente de si mesmo!

Que tal uma reflexão neste momento? Já havia percebido que muitas experiências e situações vivenciadas na sua vida tinham correlação com algo que havia desejado ou imaginado? Infelizmente vivemos tão desatentos e preocupados com nossa rotina de afazeres, que provavelmente não conseguimos observar essa Lei de Ação e Reação agindo nas nossas vidas…

Queremos ser felizes, prósperos e saudáveis, mas concentramos nossa atenção em todo tipo de medos e situações destrutivas. Temos medo da solidão, de contrairmos uma doença grave, de não podermos pagar nossas contas. O tempo todo pensamos e nos preocupamos com coisas que não queremos! Imaginamos acidentes, assaltos e cenas de violência, connosco ou nossos queridos e depois, quando essas coisas acontecem, nos sentimos desorientados, culpamos as pessoas, o destino, o karma e a falta de sorte.

Achamos a vida injusta e cruel, quando tudo o que ela está a fazer, é devolvendo o mal criado por nossas intenções, crenças e expectativas negativas! Cada um cria sua própria realidade, a partir do que pensa e imagina, fala e deseja. Esses são poderosos comandos que accionam o PODER CO-CRIADOR da nossa mente. 

Devemos entender que a função da mente não é avaliar se esses comandos são positivos ou negativos. Ela apenas os executará automaticamente, pois essa é a função dela. E o tempo para sua manifestação, dependerá da intensidade e frequência com que ela recebe esses comandos. Um dos motivos pelo qual estamos neste mundo é para desenvolver a capacidade de nos tornarmos Co-criadores Conscientes. Somos aprendizes! E para isso precisamos aprender os segredos deste maravilhoso instrumento que é a mente. Nela reside o Poder Magnético da Atracção e Manifestação, o mesmo Poder que criou o Universo e que nos torna semelhantes a Deus. O nosso destino é nos tornarmos como Ele, seres Perfeitos e Criadores.

Quando o Poder da nossa mente não é dirigido pela vontade amorosa e iluminada pela consciência, ele é comandado pelo nosso subconsciente, por obscuras forças na forma de mecanismos sabotadores e torturadores, falsas crenças, conceitos e valores distorcidos sobre a vida, sobre nós, sobre o que merecemos. Assim, se não acreditarmos que merecemos uma vida plena de amor, saúde e bem estar, nenhuma força do universo poderá nos ajudar!

Ninguém está acima da Lei de Causa e Efeito e esta lei divina decreta que nós temos o livre arbítrio. Escolher tornar-se um Co-criador consciente depende apenas de si mesmo. 

Mas, na prática, por onde começar? 
É necessário trilhar o caminho do auto-conhecimento, e expandir a consciência de si. Comece observando, por exemplo, o quanto é dominado pela crença do “não merecimento!” Saiba que os sentimentos de culpa são responsáveis por esse tipo de crença, pelas preocupações e imaginações daquilo que não queremos, como forma de nos punir e torturar. Então faça as pazes consigo mesmo.

Perdoe todos os seus erros e falhas do passado. Ame-se. Aceite-se. Respeite-se. Valorize-se. Proteja-se dos pensamentos negativos e controle o uso da sua imaginação. Acredite-se merecedor de todas as coisas boas deste mundo. Visualize-se pleno de saúde e bem-estar, rodeado de fartura e de amor. Espere por essas coisas. Agradeça à vida como se já as tivesse recebido. Aprenda sobre a força das “afirmações” e vigie muito bem as suas palavras, que têm uma força tremenda. São elas que ajudam a atrair e a manifestar nossos desejos no mundo físico. São o “abracadabra” da fortuna e do infortúnio!

Ouse explorar as profundas dimensões de sua mente. E torne-se capaz de transformar sua vida, superar dificuldades e limitações mudar sua sorte, vencer problemas gigantescos, curar qualquer doença, atrair relacionamentos satisfatórios, prosperidade e abundância para a sua vida! Lembre-se: você está sentado sobre a sua Árvore dos Desejos e pode começar a viver no Paraíso…Agora!

Adaptado de: OSHO