terça-feira, 19 de março de 2013

Intolerância ao Glúten



Existem mais de 55 doenças relacionadas com a ingestão de glúten. Esta proteína encontra-se no trigo, centeio, cevada e aveia. Estima-se que 99% das pessoas celíacas ou intolerantes ao glúten nunca foram diagnosticadas.

Estima-se que existem cerca de 100 000 celíacos e intolerantes ao glúten em Portugal. Será que você é um deles?


Estes são os sintomas de intolerância ao glúten:

1. Problemas digestivos como gases, arrotos, diarreia e prisão de ventre. A prisão de ventre pode ser muitas vezes observada na crianças após ingerirem alimentos com glúten.

2. Keratosis Pilaris, ( pele de galinha na parte d terás dos braços). Isto surge como um resultado da deficiência de ácidos gordos e vitamina A, devido à má absorção causada pelo glúten ao longo do sistema digestivo.

3. Fadiga física e mental, desorientação ou falta de concentração após uma refeição com glúten.

4. Diagnóstico duma doença auto-imune como Hashimoto na tiróide, artrite reumatóide, cólite ulcerosa, Lupus, psoríase, esclerose múltipla ou Chron.

5. Sintomas neurológicos como tonturas ou falta de equilíbrio.

6. Desiquilíbrios hormonais como síndrome pré-menstrual, síndrome de ovário poliquístico ou infertilidade inexplicável.

7. Enxaquecas permanentes.

8. Diagnósticos de fibromialgia ou síndrome de fadiga crónica.

9. Inflamação, inchaço ou dor nas articulações dos dedos, joelhos ou anca.

10. Mudanças de humor, ansiedade, depressão, défice de atenção ou hiperatividade.

Como pode saber se é intolerante ao glúten?

A melhor maneira de determinar se é intolerante ao glúten é uma dieta de eliminação, ou seja, remover os alimentos com glúten da sua dieta durante 2 a 3 semanas e depois voltar a reintroduzi-los.
Lembre-se que o glúten é uma proteína de cadeia longa e pode levar meses ou mesmo anos até ser eliminada do seu organismo. Por isso, quanto mais tempo conseguir eliminá-la da sua dieta melhor.

Se se sentir melhor, com mais vitalidade e mais bem disposto, após ter eliminado o glúten da sua dieta e ao reintroduzi-lo se sente pior, mais fatigado, então é porque muito provavelmente tem intolerância ao glúten.
Ou faça um teste de intolerância alimentares.

Como tratar a intolerância ao glúten?

Eliminando-o a 100% da sua dieta. Mesmo alimentos com vestígios de glúten podem provocar uma reacção imunitária no seu organismo.
A regra do " Não comemos glúten em casa, só quando jantámos fora " é errónea. Um artigo de 2001 afirma que para pessoas com intolerância ao glúten, ingerir glúten ainda que uma vez por mês, aumenta em 600% o risco de morte. 


terça-feira, 5 de março de 2013


Os Vegetais Como Fonte de Cálcio




A noção de que o leite e derivados são a melhor (se não a única) fonte de cálcio está tão enraizada na nossa sociedade que a maioria das pessoas tem dificuldade em aceitar a ideia de que é possível ter ossos saudáveis sem o consumo de laticínios. 

A noção de que o cálcio é exclusividade do leite da vaca é fruto de um elaborado trabalho de propaganda por parte das indústrias de laticínios. Apesar de não poderem afirmar diretamente que o leite de vaca é a única fonte de cálcio (isto seria propaganda enganosa) a indústria busca passar esta noção ao consumidor. Faz pouco mais de um ano que a Vegan Society do Reino Unido processou uma multinacional que lançou uma campanha que trazia a frase: “Leite – essencial para ossos saudáveis”. Em poucos dias, a campanha foi retirada do ar, pois essencial é aquilo que não pode ser substituído, o que não é o caso dos laticínios como fonte de cálcio.


Quais os alimentos vegetais que devemos ingerir que são boas fontes de cálcio? 
Os vegetais verde-escuros (bróculos, couve e quiabo) são excelentes fontes de cálcio e estão acompanhados de uma série de outros nutrientes importantes para o metabolismo do cálcio, como o potássio e a vitamina K. As frutas secas (figo, damasco, uva-passa) e as castanhas e sementes (nozes, avelãs, amêndoas, castanhas, semente de girassol, sementes de sésamo, entre outras) são fontes bastante concentradas deste mineral e são muito fáceis de serem armazenadas, transportadas e consumidas. E as leguminosas (soja, tofu, lentilhas, ervilha, grão-de-bico, feijões), muitas delas tão presentes na mesa dos portugueses, são também boas fontes de cálcio.

Estudos científicos demonstram que o cálcio dos alimentos vegetais é mais bem absorvido.
No que diz respeito à saúde óssea, as vantagens de se obter o cálcio dos alimentos de origem vegetal não param por aqui. Uma dieta vegana é mais rica em vitamina K e potássio e mais pobre em sódio. É também mais abundante em alimentos alcalinizantes ao mesmo tempo que é baixa em proteínas.

Além do aspecto alimentar, devemos considerar a vitamina D e a atividade física. A vitamina D pode ser produzida pelo organismo e tem papel fundamental para o balanço positivo de cálcio. Ela é sintetizada quando ocorre a exposição adequada da pele à luz solar. Para pessoas de pele clara, uma exposição de cerca de 20 minutos em uma pequena porção de pele (mão e rosto, por exemplo) quando o Sol está a um ângulo acima de quarenta graus do horizonte é o suficiente para estimular a produção de vitamina D em quantidade adequada. Pessoas de pele escura devem estender este tempo de exposição para até uma hora. A atividade física também é muito importante para uma boa saúde óssea. Pense nos seus ossos como se fossem os seus músculos: se você os utilizar pouco, eles se desenvolverão pouco.

Quando optamos por ingerir cálcio a partir de fontes vegetais, optamos por ingerir alimentos que são também boas fontes de ferro, fibras e outros nutrientes importantíssimos e que não são encontrados nos laticínios.

Dr George Guimarães, nutricionista especializado em dietas vegetarianas
www.nutriveg.com.br