sábado, 30 de agosto de 2014

Doença Celíaca




Estima-se que em Portugal a doença celíaca afete 1 a 3% da população. 


A Doença Celíaca (DC), também designada por enteropatia sensível ao glúten, é uma doença autoimune que se caracteriza por uma intolerância alimentar crónica ao glúten (proteína existente em cereais como o trigo, cevada, centeio e aveia). 

Na Doença Celíaca, a ingestão de glúten leva o organismo a desenvolver uma reação imunológica contra o próprio intestino delgado, provocando lesões na sua mucosa. Estas lesões manifestam-se no achatamento das vilosidades intestinais e na diminuição da capacidade de absorção dos nutrientes. 

A patogénese da Doença Celíaca envolve a interação entre fatores ambientais (por exemplo: a introdução precoce do glúten na alimentação dos lactentes), imunológicos e genéticos.

SINTOMAS NA CRIANÇA E NO ADULTO
Perda de apetite e de peso

Distenção abdominal 
Diarreia crónica ou intermitente 
Irritabilidade/tristeza 
Vómitos 
Atraso no crescimento/desenvolvimento
Diarreia e/ou obstipação 
Fadiga 
Anemia 
Aftas recorrentes
Osteopenia/osteoporose 
Abortos espontâneos recorrentes
Alterações do ciclo menstrual/Infertilidade
Usualmente as suas fezes são ricas em gordura (porque é mal absorvida), brilhantes, fétidas, volumosas e pouco consistentes.

DIAGNÓSTICO:
• Sinais e sintomas sugestivos; 

• Testes sanguíneos – pesquisa de anticorpos; 
• Biópsia intestinal para confirmação de diagnóstico (identificação das lesões intestinais típicas da DC);
• O diagnóstico deve ser iniciado quando o indi- víduo ainda não está a praticar a dieta isenta de glúten (DIG).

MEDIDAS A ADOPTAR:
• Dieta isenta de glúten, que deve ser seguida du- rante toda a vida (retirar da alimentação deriva- dos do trigo, centeio, cevada e aveia).
• Opte por farinhas de milho, arroz, soja, araruta, fécula de batata, trigo sarraceno e mandioca.
• Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens de produtos industrializados, verificando os ingre- dientes e, em caso de dúvida, consulte o fabrican- te.
• Pode comer todo o tipo de carne, peixe, leite (os de sabor podem ter malte), ovos, legumes, legu- minosas e frutos.
• Prefira os produtos com o símbolo “sem glúten” assinalado na embalagem.

ALIMENTOS PERMITIDOS:
• Farinhas, amidos e derivados de: alfarroba, ara ruta, milho, arroz, batata e fécula de batata, trigo sarraceno, mandioca
, tapioca, milho-miúdo, quinoa, sorgo, teff, etc.; • Frutas e legumes;
• Leguminosas (grão-de-bico, feijão, favas, lentilhas, soja, etc.); 
• Oleaginosas (noz, amêndoa, avelã, etc.);
• Sementes (sésamo, girassol, linhaça, etc.); 
• Laticínios: leite simples magro, meio-gordo e gordo, queijo fresco e requeijão, iogurtes naturais e de aromas; 
• Carne; 
• Peixe; 
• Ovos;
• Marisco;
• Açúcar, mel e melaço; 
• Compotas e marmeladas caseiras; 
• Sal;
• Azeite e óleos vegetais; 
• Especiarias puras e ervas aromáticas; 
• Fermento biológico fresco e seco; 
• Água, chá e infusões; 
• Néctares, sumos de fruta natural e gaseificados; 
• Vinho, vinho do Porto, champanhe; 
• Café/descafeinado puro, expresso.

Entre os produtos alimentares destinados a uma alimentação especial para celíacos podemos encontrar massas, pão, tostas, bolachas, biscoitos, bolos, cereais, farinhas, bases para pizzas, entre outros.

Os produtos notificados na Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) têm a garantia de serem alimentos destinados a uma alimentação especial para doentes celíacos.

NUTRIENTES QUE PODEM AJUDAR:
Vitaminas do complexo b, vitamina a, vitamina c, vitamina e, vitamina k, cálcio, ferro, zinco, potássio, cobre, bifidobactérias e lactobacilos, entre outros.


RECEITA:
Bolo de Limão e Iogurte (sem glúten)

Ingredientes:
Ovos: 5
Açúcar mascavado: 2 copos (a medida do “copo” faz referência ao copo do iogurte)
Iogurte natural: 1 copo
Óleo de girassol: 1 copo
Farinha de milho *: 1 + 1/2 copo
Farinha de arroz *: 1 + 1/2 copo
Farinha de coco *: 1/2 copo
Fermento em pó **: 1 colher de sopa
Limão (raspa e sumo): 1
Maçã ralada (bravo de Esmolfe): 1

Lemon curd para o recheio
Ovo: 1
Açúcar mascavado: 2 colheres de sopa
Limão (raspa e sumo): 1/2
Manteiga sem sal: 1 colher de sobremesa


Preparação:

Ligue o forno a 180ºC.
Coloque na taça da batedeira os ovos com o açúcar e bata muito bem (muito mesmo) e com velocidade rápida, até triplicar de tamanho e ficar de cor clara.
Adicione o iogurte e o óleo, volte a bater (com velocidade média) por mais alguns minutos. De seguida junte as farinhas com o fermento e volte a bater (velocidade média) até ficar uma massa homogénea.
Por fim envolva a raspa, sumo de limão e a maçã ralada.
Unte uma forma redonda com manteiga e polvilhe com farinha (sem glúten), ou se preferir forre com papel manteiga. Coloque a massa e leve ao forno até ficar cozido. Assim que isso aconteça, retire do forno imediatamente e deixe arrefecer antes de desenformar.

Lemon curd para o recheio:
Coloque todos os ingredientes num tacho, e com a ajuda da vara de arames vá mexendo sempre. Assim que sentir que está a engrossar, desligue o fogão e deixe arrefecer (enquanto arrefece vai acabar de engrossar).
Esta quantidade de lemon curd vai permitir fazer uma camada fina de recheio e ajuda a que o bolo não fique tão seco.

Decore a seu gosto.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ser Feliz



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, 
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, 
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise…
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas 
e se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, 
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida…
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos…
É saber falar de si mesmo…
É ter coragem para ouvir um "não"…
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

terça-feira, 12 de agosto de 2014

A Meditação no Ser


Esta técnica exemplifica o Jnana Yoga, o Yoga do conhecimento verdadeiro.
Ātma Vichāra é o questionamento sobre a natureza real da alma. Esta técnica tem como objectivo eliminar as falsas ideias sobre o Eu e o ego, e ensinar-nos a separar o espectador do espectáculo, a consciência que vê e o que é visto.

Quem sou eu, que não sou este corpo?
Sou o ser (que é imaterial, imutável e imperecível).
Quem sou eu, que não sou esta mente que pensa?
Sou o ser (que é serenidade e paz).
Quem sou eu, que não sou os cinco sentidos?
Sou o ser (que é silêncio e comunhão).
Quem sou eu, que não sou as emoções?
Sou o ser (que é ponderação e equilíbrio).
Quem sou eu, que não sou sensações?
Sou o ser (que é satisfação).
Quem sou eu, que não sou desejo, necessidade, vontade?
Sou o ser (que é plenitude).
Quem sou eu, que não sou passado, presente e nem futuro?
Sou o ser (que é atemporal, eterno).
Quem sou eu, que não sou ego, personalidade?
Sou o ser (que é tudo).
Quem sou eu, que não sou os papéis que represento?
Sou o ser (que é a verdadeira natureza, a verdadeira identidade).
Quem sou eu, que não sou individualidade?
Sou o ser (que é uno).
Quem sou eu, que não sou orgulho e vaidade?
Sou o ser (que é simplicidade).
Quem sou eu, que não sou insegurança e medo?
Sou o ser (que é luz).

de Ramana Maharshi